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Amuleto de osso de sapo

13 ago

 

O papel do batráquios (rãs e sapos) na magia Europeia é extenso, particularmente

em relação aos primórdios da bruxaria moderna.
Existem menções do uso de sapos na magia desde o exôdo na Bíblia e também no

livro do apocalipse: “E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso

profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs.” (cap. 16 ver. 13-14).
No Zoroastrismo existem associações entre o mago Ariman e sapos.
Assim, o uso do amuleto de osso de sapo vem carregado de importantes

simbolismos, tanto na magia branca quanto na magia negra.
Plínio (cerca de 77 da era cristã) e também apuleio, descrevem uma série de

receitas, feitiços e remédios feitos de sapos.
Nas descrições das propriedades do amuleto de osso de sapo temos propriedades

excêntricas, tais como, esfriar imediatamente a água fervente, se mergulhado em

líquidos tem a propriedade de promover o amor e a concórdia de quem tomar este

líquido, atua também como afrodisíaco.
Agripa no “Livro da Filosofia Oculta”, elaborado por volta de 1509 e publicado pela

primeira vez na Alemanha em 1531. Lemos: “E relata Plínio que há um sapo

vermelho que vive em arbustos e silvas, que promove vários feitiços, e faz coisas

maravilhosas: para o ossinho que está em seu lado esquerdo, sendo lançados na

água fria, faz que imediatamente fique muito quente, pelo que também contém a

raiva dos cães, tem a propriedade de promover o amor, se for colocado na bebida, e

se ficar próximo de qualquer um, desperta a luxúria. Pelo contrário, o ossinho que

fica no lado direito, esfria imediatamente a água quente, e que nunca pode ser

aquecida novamente, a não ser que ele seja retirado, também se diz que cura

cobreiros e picadas de cobras, como também todas as febres, além de promover o

amor e a luxúria. ” (trad. Freake, 1651).

Esses ossos tem formatos específicos, um em forma de pá e o outro em forma de

gancho.  O osso em forma de pá, é o supra-escapular do sapo. O gancho ou osso do

desejo osso é o ílio, o osso principal da cintura pélvica do sapo.

Vamos à receita, usaremos a receita mais popular descrita tanto por Frazer em “The

golden bough” quanto no “Romany Zingara Fortune-Teller”, vejamos:
Você pega um sapo (preferencialmente um Sapo-corredor, ‘Bufo calamita’, também

conhecido por Natterjack Toad – sapo da areia, comum também nas charnecas,

nativo dessas áreas na Europa), no Dia de São Jorge (23 de abril), envolvê-o em um

pano branco, colocando dentro de um pote de barro com furos, e deve colocá-lo em

cima de um formigueiro no pôr-do-sol ou a meia-noite. A criatura coachará

terrivelmente, enquanto as formigas estarão roendo a carne de seus ossos. Após

sete dias, você não vai encontrar nada do sapo, mas sobrarão os ossos, escolha o

que tiver a forma de um gancho e outro osso em forma de uma pá, o restante dos

ossos devem ser colocados em água corrente. Pegue o osso em forma de gancho, vá

encontrar com uma garota de sua escolha, use o osso em forma de gancho como um

amuleto, ela vai cair de amores por você. Se você depois você se cançar dela, só

tem que tocá-la com o osso em forma de pá, e sua afeição desaparecerá tão rápido

quanto veio.

De particular importância nesta receita é a função dupla tribuída aos ossos, bem

como a precisão anatômica em relação à qual osso atrai e o que repele.

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Publicado por em 13 de agosto de 2011 em Sem categoria

 

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